A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de 78 produtos cosméticos que estavam sendo comercializados de forma irregular no país. A medida foi publicada no início de outubro de 2025.
A ação atinge principalmente itens para alisamento capilar e produtos que faziam promessas terapêuticas não permitidas para a categoria. Muitos dos produtos, como os das marcas Buran Profissional e MS Professional, tinham apenas notificação na Anvisa, quando a legislação exige registro completo devido ao risco de sua composição.
O registro completo envolve testes de segurança e eficácia. A notificação é um processo mais simples, válido para itens de baixo risco, e não se aplica a substâncias que alteram a estrutura do cabelo ou prometem curas. A Anvisa interrompeu a venda desses itens para evitar danos à saúde.
A lista de produtos suspensos inclui itens usados em salões, como realinhamentos térmicos, selagens e botox capilares. Empresas como a Cosmoética Indústria e Comércio e a Vegan do Brasil tiveram lotes interditados por não cumprirem os requisitos de regularização.
O uso de cosméticos capilares sem o aval da Anvisa pode causar queimaduras no couro cabeludo, intoxicações e reações alérgicas graves. A agência recomenda que os consumidores verifiquem se possuem algum dos produtos da lista de recolhimento.
A ação também atingiu a linha de produtos da Ozonteck, comercializada pela +Briefing Agência de Publicidade. Embora registrados como cosméticos, itens como o Tônico Capilar Ozonizado e o Creme Dental Ozonizado alegavam benefícios farmacológicos em suas propagandas, o que é proibido.
Cosméticos não podem prometer curas ou tratamentos de doenças sem o registro próprio para medicamentos. Por isso, esses produtos foram suspensos.
A recomendação da Anvisa é que as pessoas interrompam o uso imediatamente e não comprem mais esses itens. Caso o consumidor identifique a venda desses lotes, pode fazer uma denúncia pela Ouvidoria da agência ou pelo telefone 0800 642 9782.
Consultar o número de registro na embalagem é uma prática importante para evitar a exposição a substâncias perigosas. A vigilância dos consumidores ajuda a manter o mercado seguro.
As empresas notificadas, como a Cosmoética, respondem a processos administrativos que podem levar a multas e até à proibição definitiva de fabricação. A transparência no registro é uma obrigação legal.
O rigor da Anvisa busca proteger a população contra produtos que ignoram as boas práticas de fabricação. A agência segue as resoluções publicadas no Diário Oficial da União para garantir que apenas empresas que respeitam as normas permaneçam no mercado.
