A Anvisa publicou, em 7 de janeiro de 2026, a Resolução (RE) nº 32, determinando a suspensão e o recolhimento imediato de lotes específicos de fórmulas infantis das marcas Nestogeno e Nan.
A medida é preventiva e ocorre por causa da suspeita de contaminação por uma toxina perigosa. A substância estaria presente em insumos importados usados na fabricação desses produtos.
O motivo do recolhimento é o risco de presença de cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. A contaminação foi rastreada até um fornecedor global de óleo de ácido araquidônico, com origem em uma fábrica na Holanda. O caso gerou alertas em pelo menos 37 países.
De acordo com a literatura científica, essa toxina é resistente ao calor e pode causar quadros graves de intoxicação alimentar. O consumo do leite contaminado é especialmente perigoso para lactentes e crianças na primeira infância.
Os sintomas podem incluir vômitos súbitos, diarreia severa e desidratação rápida. Em bebês com menos de seis meses, o risco de complicações é considerado maior.
A restrição não atinge todos os produtos. Ela vale apenas para lotes selecionados que foram produzidos com os insumos suspeitos. A orientação é que os pais verifiquem o número do lote impresso no fundo da lata antes de usar o produto.
Os itens que não fazem parte dos lotes listados na resolução da Anvisa continuam com o consumo autorizado. A Nestlé Brasil já deu início a um recolhimento voluntário dos lotes afetados.
A empresa orienta que nenhum consumidor utilize o produto se ele fizer parte dos lotes sob restrição. O número do lote pode ser encontrado na base da embalagem ou perto do código de barras.
Caso o consumidor identifique que tem um produto do lote recall, a orientação é interromper o uso imediatamente. A Anvisa e a empresa recomendam seguir as instruções oficiais para descarte ou devolução.
A intoxicação pela toxina cereulide pode surgir entre 30 minutos e 6 horas após a ingestão. O quadro costuma ter náuseas e vômitos intensos, às vezes sem diarreia. Em lactentes, a desidratação pode evoluir de forma rápida.
A Anvisa recomenda que os responsáveis fiquem atentos aos canais oficiais para atualizações sobre a segurança dos produtos. A agência também aconselha evitar a compra de fórmulas infantis em canais de revenda não oficiais ou sites de leilão.
Nesses locais, a procedência e as condições de armazenamento dos produtos podem não ser verificadas. A segurança alimentar para crianças requer atenção a detalhes como o estado da embalagem e as informações das autoridades sanitárias.
