A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma medida urgente proibindo a venda, a divulgação e o uso dos medicamentos dermatológicos Skinoren e Azelan.

A ação se concentra em unidades comercializadas por plataformas digitais que não possuem registro sanitário oficial no Brasil.

A decisão foi tomada após a identificação de produtos clandestinos e falsificados em sites de venda online, como a Shopee.

O produto Skinoren estava sendo oferecido sem qualquer notificação ou cadastro na Anvisa, tendo sido fabricado por uma empresa desconhecida.

No caso do Azelan, foram detectadas unidades falsificadas no mercado digital. A detentora oficial do registro, a Leo Pharma Ltda, confirmou que as embalagens e rótulos desses itens tinham características diferentes do produto original.

A situação coloca em risco a saúde das pessoas que buscam tratamento para a pele.

Além dos cremes para acne, a Anvisa determinou a apreensão de diversos itens da empresa Dermshop Cosmética de Tratamento Ltda.

A empresa não tem autorização de funcionamento e seus produtos não possuem registro para comercialização legal no país.

A falta de registro impede que o governo ateste a esterilidade e a composição química dessas substâncias. O uso de produtos clandestinos pode causar necroses, infecções graves e deformidades permanentes.

Um primeiro sinal de alerta para o consumidor é o preço excessivamente baixo em comparação com farmácias tradicionais.

Medicamentos como o Azelan original possuem embalagens com lacres específicos e números de lote que podem ser confirmados com o atendimento ao consumidor da fabricante.

É recomendado desconfiar de vendedores em marketplaces que não fornecem nota fiscal ou que usam fotos de produtos com cores e fontes diferentes do padrão conhecido.

As irregularidades que levaram à proibição estão detalhadas no Diário Oficial da União, nas Resoluções (RE) 1.180/2026 e (RE) 1.187/2026.

Ao aplicar um produto sem controle da Anvisa, o paciente se expõe a concentrações inadequadas de ácidos, o que pode provocar queimaduras químicas.

No caso dos produtos da Dermshop, a ausência de autorização indica que não houve inspeção sobre as condições de higiene na fabricação.

Em 2026, a agência reforçou o monitoramento do comércio online para barrar a entrada de insumos que não passaram por testes dermatológicos rigorosos.

Quem adquiriu os produtos Skinoren ou Azelan por canais não oficiais deve interromper o uso imediatamente.

A orientação é guardar a embalagem como prova e registrar uma denúncia na ouvidoria da Anvisa para ajudar a rastrear os vendedores ilegais.

É importante procurar um dermatologista para avaliar possíveis danos causados pelo uso desses produtos irregulares.

A forma mais segura de comprar medicamentos é em redes de farmácias estabelecidas, que possuem um farmacêutico responsável e controle rígido de estoque.

A prevenção e a verificação do registro sanitário são as melhores ferramentas para garantir um tratamento eficaz e seguro.

Nathan López Bezerra

Formado em Publicidade e Propaganda pela UFG, Nathan começou sua carreira como design freelancer e depois entrou em uma agência em Goiânia. Foi designer gráfico e um dos pensadores no uso de drones em filmagens no estado de Goiás. Hoje em dia, se dedica a dar consultorias para empresas que querem fortalecer seu marketing.