A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição total do chá misto Protocolo RMGI Polifenóis, da empresa Equilibrium Marketing Ltda (CNPJ: 42.054.847/0001-07). A medida atinge a fabricação, a comercialização, a distribuição e também o consumo do produto em todo o país.

A decisão foi tomada após uma inspeção conjunta realizada no dia 25 de março de 2026 pela Anvisa e pela Vigilância Sanitária de Minas Gerais. As autoridades verificaram que o produto era fabricado em um galpão clandestino, sem alvará sanitário, na cidade de Arcos, em Minas Gerais.

O rótulo do chá indicava a Wevj Indústria de Suplementos Ltda como fabricante, mas a produção acontecia em condições irregulares. Produtos feitos sem fiscalização não têm garantia de higiene, pureza dos ingredientes ou segurança para o uso, o que representa um risco para o consumidor.

Produtos vendidos como suplementos ou chás naturais, quando fabricados de forma clandestina, podem conter substâncias tóxicas ou contaminações. A falta de controle impede que a Anvisa confirme se os benefícios prometidos são reais ou enganosos.

A Resolução (RE) 1.271/2026, publicada em 1º de abril de 2026 no Diário Oficial da União, formalizou a ação contra a empresa. O consumo de itens de origem duvidosa pode sobrecarregar órgãos como fígado e rins devido a componentes não declarados.

As ações de fiscalização normalmente partem de denúncias de consumidores ou do monitoramento de anúncios suspeitos em redes sociais e plataformas de comércio online. No caso de Arcos, a operação local foi importante para encontrar o local exato da produção irregular.

O produto era vendido na Amazon e no Mercado Livre sem a autorização sanitária necessária. A integração entre órgãos estaduais e federais reforça a proteção à saúde pública. A Anvisa tem poder para interditar estabelecimentos que coloquem a população em risco.

Quem comprou o chá Protocolo RMGI Polifenóis deve parar de usar imediatamente, mesmo que não tenha sentido efeitos colaterais. É recomendado guardar a embalagem e entrar em contato com o local da compra para saber sobre o recolhimento.

Caso o consumidor tenha sintomas incomuns após o uso, deve procurar uma unidade de saúde e relatar o uso do produto proibido. Denúncias sobre a venda continuada podem ser feitas de forma anônima pelo sistema de ouvidoria da Anvisa.

Antes de comprar um produto pela internet, é importante verificar se a empresa tem CNPJ ativo e se o item possui registro ou notificação de dispensa da Anvisa. Promessas de curas milagrosas ou protocolos de saúde sem embasamento científico devem ser vistas com desconfiança.

A transparência na rotulagem e a identificação de um responsável técnico são requisitos básicos para itens voltados à saúde. Optar por marcas estabelecidas e farmácias autorizadas garante que o produto passou por testes de qualidade e segurança.

Nathan López Bezerra

Formado em Publicidade e Propaganda pela UFG, Nathan começou sua carreira como design freelancer e depois entrou em uma agência em Goiânia. Foi designer gráfico e um dos pensadores no uso de drones em filmagens no estado de Goiás. Hoje em dia, se dedica a dar consultorias para empresas que querem fortalecer seu marketing.