A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União a Resolução (RE) nº 986/2026, que determina a apreensão e a proibição da comercialização do azeite de oliva extravirgem da marca San Olivetto em todo o território nacional. A medida foi motivada pela detecção de irregularidades graves na origem do produto e na situação cadastral das empresas envolvidas na distribuição.

Segundo a fiscalização, o produto tem origem desconhecida, o que impede a garantia sobre a pureza ou a qualidade do óleo contido nas embalagens. As empresas citadas no rótulo apresentam cadastros irregulares junto aos órgãos de controle, tornando a rastreabilidade do item impossível para as autoridades sanitárias.

A falta de transparência na origem é um sinal de alerta para fraudes alimentares. Quando um produto é vendido por empresas sem registro ativo, o consumidor fica vulnerável, pois não há garantia de que o conteúdo do frasco corresponda ao que está no rótulo. O produto pode conter misturas de óleos vegetais de qualidade inferior.

Irregularidades nas empresas e riscos à saúde

O levantamento das autoridades apontou falhas críticas no cadastro das companhias que compõem a cadeia logística do azeite San Olivetto. A situação reflete o descumprimento das normas de produção e distribuição de alimentos no país, o que forçou a intervenção da agência reguladora para retirar o item do mercado imediatamente.

O consumo de produtos sem procedência garantida representa um perigo para a saúde. Como não passam por testes laboratoriais oficiais, esses itens podem ser manipulados em condições higiênicas inadequadas e conter contaminantes que causam desconfortos gastrointestinais ou reações alérgicas severas. O azeite de oliva é um dos produtos mais visados por fraudadores por ser um item de alto valor agregado e muito presente na despensa dos brasileiros.

Orientações para o consumidor

Quem possui o azeite da marca San Olivetto em casa deve interromper o uso imediatamente. O descarte correto ou a devolução do produto no ponto de venda são os procedimentos recomendados para evitar riscos à saúde. Caso o estabelecimento se recuse a realizar a troca ou o reembolso, o consumidor pode buscar auxílio nos órgãos de defesa do consumidor.

Denunciar a venda continuada do produto em supermercados ou sites de compras ajuda as vigilâncias sanitárias municipais a localizar e recolher os lotes irregulares. A verificação da procedência é a ferramenta mais eficaz para garantir a segurança alimentar. Antes de comprar, é recomendável conferir se o rótulo contém dados claros sobre o produtor e se a marca possui canais de atendimento.

A Anvisa mantém um portal para consulta de resoluções e alertas de recolhimento. A priorização de marcas que investem em qualidade e respeitam a legislação contribui para um mercado de azeites mais seguro para todos os cidadãos.

Nathan López Bezerra

Formado em Publicidade e Propaganda pela UFG, Nathan começou sua carreira como design freelancer e depois entrou em uma agência em Goiânia. Foi designer gráfico e um dos pensadores no uso de drones em filmagens no estado de Goiás. Hoje em dia, se dedica a dar consultorias para empresas que querem fortalecer seu marketing.