A adoção de hábitos mais saudáveis pode ajudar a reduzir a gordura visceral, que se acumula ao redor de órgãos como fígado, pâncreas e intestino. Esse tipo de gordura está ligado ao aumento do risco de doenças crônicas.
Diferente da gordura subcutânea, que fica abaixo da pele e define o contorno corporal, a gordura visceral envolve os órgãos internos. Em excesso, ela pode atrapalhar o funcionamento deles.
Especialistas alertam que mesmo pessoas com peso considerado normal podem ter níveis altos desse tipo de gordura. O acúmulo está relacionado a inflamação crônica, alterações hormonais, resistência à insulina e maior risco de infarto, AVC e diabetes tipo 2.
A circunferência abdominal é um dos indicadores usados para identificar o excesso de gordura visceral. Medidas acima de 101,5 centímetros em homens e 89 centímetros em mulheres, na altura do umbigo, podem indicar acúmulo. Exames como bioimpedância e ressonância magnética são mais precisos para confirmar o diagnóstico.
Estabelecer metas de emagrecimento graduais traz impactos positivos. Pesquisas do Hospital Universitário de Tübingen, na Alemanha, mostram que perder cerca de 5% do peso corporal pode reduzir em aproximadamente 30% a gordura acumulada no fígado.
Estudos também apontam que exercícios de alta intensidade são eficazes contra a gordura visceral. Uma pesquisa da Universidade Laval, no Canadá, concluiu que o treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) reduziu mais a gordura abdominal do que a musculação nos participantes avaliados.
Além da atividade física, especialistas recomendam alimentação equilibrada, sono de qualidade e acompanhamento médico para quem tem fatores de risco para doenças metabólicas.

